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Quarta, 09 Outubro 2013

VII Simpósio Brasileiro de Doença Falciforme

 

VII Simpósio Brasileiro de Doença Falciforme

Atenção à Saúde Inovações Tecnológicas no SUS


O VII Simpósio Brasileiro de Doença Falciforme (DF) acontecerá de 20 a 23 de novembro de 2013, em Salvador, no Centro de Convenções da Bahia, e dá prosseguimento às ações integradas, multiprofissionais e multidisciplinares do Ministério da Saúde (MS) no âmbito do cuidado, da atenção e das inovações tecnológicas normatizadas no Sistema Único de Saúde (SUS), voltadas para as pessoas com DF.

A doença falciforme é uma das doenças genéticas e hereditárias, mais comum no mundo, com larga incidência no Brasil. Trata-se de uma mutação genética ocorrida no continente africano que aqui chegou em decorrência da triste história de povos africanos trazidos para cá para a escravidão. Em função disso, desde 2005, o Ministério da Saúde desenvolve a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme. Reivindicação antiga do movimento de homens e mulheres negras foi estabelecida no âmbito do SUS pela portariaGM/GAB n° 1.391, de 16 de agosto de 2005, sendo executada, em todo o país pela Equipe de Assessoria Técnica em Doença Falciforme (ATDF), da Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados (CGSH), vinculada ao Departamento de Atenção Especializada (DAE), da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) do MS.

Promovido pelo MS, em parceria com a Universidade da Bahia (UFBA) e com a Secretaria de Estado de Saúde da Bahia (SESAB), este simpósio acontece em momento oportuno, em face do modelo de atenção aqui preconizado, está sendo citado como referência internacional. Com natureza multidisciplinar e multiprofissional, vai abordar tema hoje essencial ao aprimoramento dessa atenção – as inovações tecnológicas, que podem oferecer às pessoas com DF longevidade com qualidade de vida.

Além de palestrantes internacionais e convidados da África, onde a doença teve origem, terá a participação de trabalhadores do SUS e de representantes das associações de pessoas com DF de todos os estados brasileiros, aspecto esse último de grande relevância, pois o usuário é o filtro do aprimoramento na aplicação da política.

Este simpósio é realizado de dois em dois anos, sempre em uma capital diferente e atualmente é priorizado pela CGSH para as capitais do Nordeste, por ser a região de maior incidência da doença. Este ano o simpósio volta a Salvador-Bahia estado de maior incidência da DF no Brasil, onde nasceu pela iniciativa de um grupo de especialistas que se dedicava aos estudos da doença no Brasil e que se transformou e cresceu ao ser assumido pelo MS.

A escolha de Salvador tem ainda outro motivo: a cidade sedia na UFBA o Centro de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina, que em parceria com o MS mantém um centro de estudos e pesquisas no âmbito da terapia celular em lesões ósseas e de pele em DF, que vem atendendo à Bahia e muitos outros estados da federação.

A abertura do simpósio acontecerá no Dia da Consciência Negra – 20 de novembro, que cultua a morte de Zumbi dos Palmares, em 1695 –, muito significativa para o movimento negro e, naturalmente, para as pessoas com DF.

Esse é um segmento da população nacional com o qual o país tem grande dívida social. Os africanos e seus descendentes contribuíram para a formação brasileira. A adoção de políticas compensatórias é uma forma de resgatar a dívida. É a essa causa que, com grande orgulho, devota-se este simpósio.



Realização:
UFBA

Apoio:


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